Um dia de verão!

  • por do sol no marinha

O dia clareou com vontade. Um ar quente corria desde cedo pelas ruas como num prenuncio do que estava por vir.

Dentro de casa ainda era fresquinho.

Com o passar das horas, o refúgio também foi descoberto pela quentura que sem cerimônia tomou conta de todos os cômodos.

O ventilador respirava com dificuldade. Parecia soltar baforadas.

Na rua o sol fazia questão de brilhar como rei.

O cabelo estremecia com aqueles raios tórridos. E o suor tomava conta do rosto, das costas, entre os seios… Em poucos minutos a roupa estava encharcada e a pele lustrosa colava os fios que insistiam em sair do lugar.

O casal idoso tinha o olhar cabisbaixo e parecia sofrer mais do que todos.

As crianças que brincavam sem se importar com a quentura ou com o azedume do corpo, encontraram no sorvete um refresco. A delícia descia gelada permitindo um prazer instantâneo.

As horas custaram pra passar. O sol que não tinha nem a companhia das nuvens, permanecia firme e mesmo com sua lenta despedida, a brisa não se atrevia a chegar.

Por mais que as pessoas procurassem não encontravam um esconderijo.

A noite chegou, o sol foi embora, a ducha gelada acalmou a pele. Mas o corpo relaxado parecia pesado, cansado de um dia inteiro lutando com o calor.

O ar quente continuava correndo pelas ruas.

Cada casa preparava seu próprio acervo, ventiladores e ar condicionados ligados em potência máxima.

Foi tanta carga, que nem a luz aguentou.

Essa seria uma daquelas noites difíceis de pegar no sono.

3 Comentários

  • Fabricia 24 de janeiro de 2017 (17:12)

    Bem assim nossos dias e noites hehehe… Legal o texto! Daria muito certo como escritora. Adoro teus assuntos e maneira como aborda no blog. Beijos

  • João Carlos 24 de janeiro de 2017 (19:38)

    Camila tu descreveste um verão que tevê acho que a uns três ou quatro anos atrás até debaixo do guarda sol não dava para aguentar.abraço .

    • Camila Martins 30 de janeiro de 2017 (10:16)

      Obrigada pela visita, João. Mas sabe que em alguns lugares é assim, extremamente quente. Esse texto foi escrito recentemente quando eu estava viajando. Abraços